Menu

Dicas no Manejo de Crises em Crianças Neurodivergentes

Manejo de Crises em Crianças Neurodivergentes: Dicas do Canal Autismo

 

Desafios da Inclusão: Autismo e Síndrome do X Frágil

Visitar um parque, fazer compras ou usar transporte público pode parecer simples para muitas famílias. No entanto, para aquelas que convivem com pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Síndrome do X Frágil (SXF), essas situações podem ser desafiadoras. Barulhos altos, mudanças inesperadas na rotina, estímulos visuais excessivos e interações sociais inesperadas podem desencadear crises comportamentais. Por isso, é necessário preparo, empatia e estratégias específicas para lidar com essas situações.

Sintomas e Diagnóstico da Síndrome do X Frágil

A Síndrome do X Frágil é a causa hereditária mais comum de deficiência intelectual e costuma estar associada ao autismo. Pessoas com essa síndrome enfrentam dificuldades de comunicação, ansiedade, hiperatividade, sensibilidade a sons e baixa tolerância à frustração. De acordo com Luz María Romero, gestora do Instituto Buko Kaesemodel (IBK), a confusão entre os sintomas do TEA e da SXF dificulta um diagnóstico preciso. Essa demora impacta na preparação das famílias e no acesso a intervenções que poderiam facilitar a convivência em espaços públicos.

A Importância da Prevenção

Os especialistas do Programa Eu Digo X destacam que a prevenção é fundamental para evitar crises. Portanto, planejar as saídas com antecedência é essencial. Verifique o local, escolha horários menos movimentados e prepare a criança para a atividade. Recursos visuais, como quadros de rotina ou fotos do que irá acontecer, proporcionam previsibilidade e segurança.

Adotar uma comunicação simples, com frases curtas e instruções claras, também ajuda. Isso evita sobrecarregar a criança com informações complexas. Além disso, itens sensoriais, como fones abafadores de ruído, brinquedos táteis ou objetos de apego, podem ser úteis em momentos de estresse. Quando uma crise acontece, acolher a pessoa é mais eficaz que reprimí-la. Remover a pessoa de ambientes barulhentos ou cheios e oferecer um espaço tranquilo para que ela se organize são medidas que podem diminuir a intensidade do episódio. E, assim que um comportamento adequado é mostrado, reforçá-lo com elogios imediatos ajuda na aprendizagem e na autoestima.

Conscientização e Inclusão

Luz María ressalta que, apesar de ser pouco conhecida, a SXF merece mais visibilidade entre familiares e profissionais da saúde e educação. Atualmente, a falta de informação torna o diagnóstico mais difícil. Muitas vezes, até profissionais dessas áreas não conhecem a síndrome. Essa desinformação gera dificuldades em ambientes públicos, pois muitas pessoas não sabem como agir durante uma crise e podem interpretar os comportamentos como birra ou má educação.

Um manejo eficaz em espaços públicos é fundamental, pois vai além de lidar com um episódio isolado. Ele representa um passo importante para a inclusão social e para garantir direitos básicos, como frequentar a escola, brincar em praças ou participar de eventos com dignidade e segurança.

Preparar cuidadores, treinar profissionais e conscientizar a sociedade sobre o autismo e a Síndrome do X Frágil é essencial. Assim, essas crianças e suas famílias poderão se inserir em ambientes públicos sem medo de julgamentos. O IBK busca trazer à tona discussões científicas e sociais sobre a síndrome, visando transformar a realidade das famílias e ampliar a inclusão.

Em Geral:

  • Facilita o cotidiano de famílias com crianças com TEA e SXF.
  • Promove a conscientização e acolhimento nas comunidades.
  • Contribui para a inclusão social e garantias de direitos básicos.

Fonte: www.canalautismo.com.br